20 nov 2009

Flics Porcs Assassins e o fascismo italiano!

Flics Porcs Assassins!

Este é um grito muito usado nas manifestaçòes em paìses de lìngua francesa. Traduzido ao portuguès brasileiro paulistano, é "Gambés, Porcos, Assassinos!"

Ao ver uma matéria da RBS-SC, rede de televisào do grupo O Globo, que mostra a agreçào covarde e injustificàvel de policiais militares à um jovem, porque esse guiava uma moto sem a carteira de habilitaçào, mais uma vez nào poderia de deixar minha revolta contra as forças de ordens brasileiras, mais especificamente do falido estado de Santa Cataria.

As cenas, gravadas por um celular de um passante, sào chocantes (VER O VIDEO AQUI). A violència policial é um dos crònicos problemas brasileiros que devem ser resolvidos. O pior foi a resposta da PM, que promete investigar o caso, "ouvir testemunhas", para um possìvel processo, que, como pena, poderà transferir o soldado a uma outra cidade. Que ridìculo! O fato em si é grave. Um cidadào como o tal, nào pode ser um policial. Eh um criminoso e deveria ser julgado por abuso de poder, agressào e até tentativa de homissìdio DOLOSO, pois atingiu a cabeça da vìtima com o cacetete, que o poderia ter levado à morte. Vergonha!

. . .


CESARE BATTISTI

Ok, o Supremo Tribunal Federal, por cinco votos a quatro, decidiu, na ùltima semana, a favor da extradiçào de Cesare Battisti, mas deixando a ùltima palavra ao Executivo nacional, que por sua vez afirma nào ter "pressa" para o veredito. Tarso Genro defende a permanència do ex-ativista na condiçào de asilo polìtico, alegando que existe uma pressào fascista do governo italiano para haver Battisti, que deveria cumprir a pena màxima da justiça italiana, a prisào perpétua.

Deixo claro que Genro nào acusou a Itàlia de ser uma paìs fascista: "
A Itália não é um país nazista nem fascista, mas vem sendo constatado um crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana". Tem razào. Esse seria um motivo para conceder o asilo polìtico a Battisti. A segunda, dentre outras, é pròprio a diferença entre a pena màxima na Itàlia, a prisào perpétua, que no Brasil, ainda bem, nào existe!


. . .

Queima de Arquivo

Morreu ontem na Itàlia, carbonizada dentro de seu apartamento, o travesti Brenda, que em outubro foi protagonista de um caso que foi primeira pàgina de todos os jornais italianos, pelo seu envolvimento com o ex-governador da regiào Lazio, centro do paìs, Piero Marrazzo (LEIA A MATéRIA EM ITALIANO AQUI). Na ocasiào, Marrazzo deixou o cargo depois de ser ameaçado pelos Carabinieris (polìcia especial italiana) por ter sido flagrado no apartamento de Brenda, numa noitada de sexo e cocaìna. No programa da Rai2, Annozero, a repòrter tentou entrevistar Brenda, que se recusou, dizendo que era um arquivo vivo, que sabia muito e por isso tinha MEDO de falar (Veja o VIDEO aqui). Hoje é morta! Queima de Arquivo?



08 nov 2009

UNIBAN: Universidade Banal

Volto à questão sobre o fato vergonhoso ocorrido no campus do ABC da Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN), quando a estudente Geisy Villa Nova Arruda, aluna do curso de turismo, foi gravemente humilhada por "universitàrios" no dia 22 de outubro por estar de "roupa curta", sendo obrigada a sair escoltada pela Polícia Militar paulista.

O problema é que, segundo divulgado pela imprensa, a presente instituição, através de um artigo publicitàrio divulgado hoje nos principais veìculos de informação, teria "desligado" Geisy do seu quadro discente (leia o comunicado AQUI) por "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade".

A UNE, União Nacional dos Estudantes, através de nota oficial considerou a posição unibanista uma "violência sexista". (Leia AQUI a nota na ìntegra).

O MEC pretende apurar o fato e repudia a expulsão da jovem, alegando que “essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo” (Leia a matéria no site do G1).

Eu na minha posição de estudante mestrando e pesquisador pelas universidades de Trento na Itàlia, e Paris Descartes (Paris 5), na França, sociòlogo, jornalista e cidadão não posso aceitar a atitude indigna, preconceituosa, machista e autoritària da Uniban, e, principalmente, a postura dos colegas de Geisy, que em modo patético lotaram os corredores do prédio da "universidade", para xinga-la, desrespeita-la, insulta-la, agredi-la e violenta-la com gritos e atitudes, como por exemplo, gravar imagens através de aparatos audiovisuais.

. . .


Para quem não conhece a història da Universidade Bandeirantes de São Paulo, informo que se tornou universidade a partir do inìcio do governo de Fernando Henrique Cardozo, quando os centros universitàrios de esquina, verdadeiras empresas lucrativas, tiveram aval do então ministério da educação para se tornarem universidades. A idéia era aumentar as vagas de alunos universitàrios, democratizando o ensino superior. Bobagem! Tal fato servia ao governo no processo de privatização e prostituição da esfera pùblica, visando atrair o investimento de capital estrangeiro no paìs, seguindo as tendèncias liberais do mercado ocidental, melhorando a imagem do Brasil no exterior através de dados estatìsticos.

Em poucas palavras, a universidade hoje é praticamente uma continuação obrigatòria da escola. O diploma é necessàrio para o futuro profissional. O senso de universidade não existe e a pesquisa continua nas mãos de uma minorança. Não foi uma democratização do ensino superior, mas uma nova possibilidade ao mercado financeiro e um modo de maquiar a insuficiència do ensino fundamental no paìs.

O aluno de uma destas universidades de esquina, precisa do diploma para ter um futuro melhor. Não pode estudar numa boa escola particular e, portanto, hà menos possibilità na concorrència de uma vaga numa universidade pùblica. Decide então de matricular-se numa instituição privada, cujo os dirigentes/fundatores foram apoiadores do regime militar no Brasil. Deve pagar tanto e por isso trabalha o dia inteiro, pois o curso é noturno. Os professores não podem exigir muito, pois o coitado não tem força e tempo disponìvel para dedicar-se como poderia e deveria. Depois de quatro anos o garoto se forma, como na escola. Seguiu os cursos, fez provas, saiu com os amigos, falou de mulheres, carros e futebol, comprou um novo telefone celular, uma camisa Puma, bebeu Skol. Pronto, diplomado! Ele não é mais ou menos inteligente de um que estudou numa universidade pùblica, teve tempo para fazer pesquisa, esudar, pensar. Não é mais ou menos capaz. Não! Absolutamente. Não! O problema é que teve menos possibilidade em relação ao outro, e sem tem tempo para pensar livremente, não entende que é um produto do sistema, esfrutado pelo tal.

Toda a energia daqueles colegas de Geyse, que em modo covarde e preconceituoso a agrediram, poderia ser usada contra a pròpria instituição, solicitando à sua estatização, ou melhor ainda, a promover a ocupação do reitorado para uma auto-gestão! Enquanto isso não acontecer, a Uniban continuarà sendo uma empresa, que explora seus clientes, prostituindo o sentido de universidade, sendo uma universidade de esquina, isto é, uma Puta, sem desmerecer àquelas que dignamente o fazem por profissão.







04 nov 2009

GOL CONTRA


No dia 26 de outubro, a médica Ana Flávia Pinto Silva teria atacado com frases racistas um funcionário do check in da Gol, no aeroporto Santa Maria, em Aracaju, estado de Sergipe. Os provàveis insultos foram registrados por uma vìdeocamera, talvez de um telefone celular, devido à péssima qualidade de imagem e audio. (VEJA O VIDEO AQUI)

Difìcil, muito difìcil acusa-la até porque não estava presente e, principalmente, não sou juiz. Do que eu vi, confesso, é assustador. Um absurdo. Seriam vàrios aspectos a serem comentados. Frases de alto teor racista existem. Assim como uma "pobrefobia", isto é quando para ofender os funcionàrios, a DOUTORA, escolhe de frases que "enaltecem" uma calsse socio-economica inferior à sua. Infeliz, como se a pobreza fosse um defeito. "Morto de fome [...] Não tem onde cair morto. Não tem dinheiro para comprar um prato de feijão. Cachorro. NEGO (sic)", foram algumas de suas "pérolas".

Além disso tudo, que jà seria muito grave, ela invadiu a àrea de check in do aeroporto. Aqui na Europa poderia até ser considerado um ato terrorista.

Tudo começou porque teria perdido seu vòo de lua-de-mel à Buenos Aires. Obviamente não é uma situação agradàvel. Talvez o funcionàrio tenha errado, talvez não. No vìdeo ela disse que chegou 15 minutos antes. Precisa saber antes de que? Do fechamento do check in ou do vòo? Se da primeira opção, ela teria razão de reclamar junto à empresa. Se ao invés é a segunda, a então recém casada deveria saber que existem regras a serem seguidas, para à sua pròpria segurança e aos demais (sem bem que aparentemente ela não seja uma que se preocupe tanto com o pròximo. Espero que sua especialização não seja oculista, pois além do seu umbigo nada enxerga), sem contar o crònico problema do espaço aéreo brasileiro. Pouco tempo faz existia uma forte crise no setor. O "jeitinho brasileiro", no aeroporto não pode existir.

Independente porém do culpado ou culpada, NADA justifica sua atitude. Nada. Pode se explicar como quiser, dizendo que estava nervosa, deprimida, etc (leia AQUI seu pedido de desculpas). Não justifica e, na minha opinião, deve ser processada e julgada, pela justiça comum e também pela ordem dos médicos. Repito, que apesar do seu pùblico pedido de desculpas, com uma dose de sentimentalismo, sua atitude não pode ser justificada. Uma agressão. Um ato violento contra o jovem Diego José Gonzaga, que não o conheço, mas conselhar-lhe-ia de não amolecer e não retirar a denùncia contra crimes raciais.

A médica mostrou-se ser uma pessoa cafona, baixa, sem educação.

Espero que a Gol Transportes Aéreos se pronuncie a respeito, repudiando à atitude da cliente, solidària ao seu funcionàrio. Ao contràrio, a omissão da companhia poderia ser interpretada como uma atitude de mercado, preterindo uma pessoa ao lucro, um gol contra!

03 nov 2009

MALDITA CATARINA

Começo com um longo nariz-de-cera, pròprio porque o argumento a ser tratado é muito, muito triste.

O estado de Santa Catarina é ou poderia ser um territòrio paradisiaco. A sua costa està entre uma das mais charmosas do Brasil. A situação socio-polìtica porém é uma das piores de todas as unidades da federação. A maioria dos rios são poluìdos e jà praticamente comprometidos pela produção de carne, seja pela pecuària, como pela cultivação de milho para alimentação suina. Se passamos à questão racial, mais problemas. O racismo existe e é notàvel entre os catarinenses, incluindo alguns jovens, borgueses e estudantes que conheci na Itàlia e na França.

Não poderia deixar de citar a precariedade do saneamento bàsico no estado, uma questão crònica, que deveria ter sido tratada no final do século XIX, e apenas agora o governo resolve tomar algumas medidas.

O poder executivo catarinense do final da ditadur militar até hoje foi e é representado principalmente por: Esperidião Amim (PDS - partido que depois se transformou em PP e agora é o atual DEM), de 1983-1986 e de de 1999-2002. Praticamente a continuação do regime ditador. Pedro Ivo (PMDB - partido que apesar de ter feito oposição à ditadura, foi responsàvel pela introdução do sistema neoliberal no paìs, fechando os olhos à educação , à saùde, à reforma agrària e à segurança), de 1987-1990 (quando faleceu). Vilson Kleinubing, PFL (partido liberal, de direita), de 1991-1994. Paulo Afonso Vieira (PMDB, 1995-1998), e o atual LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA, desde 2003, da coligaçào PMDB/PSDB.

Luiz Henrique foi membro do DOPS (Departamento de Ordem Polìtica e Social) durante o Regime Militar no Brasil, denunciando os opositores à ditadura.

O DOPS, entre outras coisas, é conhecido pelo o uso da tortura como métodos de investigação e punição .

Depois desta longa introdução posso finalmente escrever sobre o argumento que me faz abdicar-me dos meus trabalhos acadèmicos pelo dever de manifestar-me como cidadão, jornalista, sociòlogo e, acima de tudo, ser humano contra o ocorrido na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina.

Imagens gravadas com uma vìdeocamera, mostram alguns detentos sendo torturados por agentes penitenciàrios num banheiro do complexo. Suas m
ãos estavam algemadas. Numa das cenas, depois de momentos de extrema violència, um condenado tem sua cabeça introduzida na privada. Uma cena absurda (veja o artigo e o vìdeo AQUI)

Conforme o segundo paràgrafo do artigo 2 da Convenção das Nações Unidas em Genebra, Suiça, em 1987, contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, Ddsumanos ou degradantes, a tortura não pode ser jamais justificada, independente do caso.

Na matéria exibida pelo Fantàstico, no ùltimo domingo (1/11/2009), o governador Silveira diz que os agentes serão afastados. Sò afastados! Serà porque como ex membro do DOPS, as imagens não são assim graves ao irresponsàvel chefe de estado de Santa Catarina? Como assim AFASTADOS? Os agentes devem ser julgados e responderem pelos crimes de abuso de poder, tortura, agressão, tentativa de homicìdio, formação de quadrilha, dentre outros.
Um artigo do jornal O Globo diz que UM agente foi afastado. Um agente! Era um grupo dentro daquele banheiro.

E a postura da mìdia? Vergonhosa. O Fantàstico, que é uma revista semanal, com mais cara de entretenimento que jornalismo (creio que o programa seja diviso entre a Central Globo de Jornalismo e a Central Globo de Produçòes), foi quem denunciou o fato. E os outros jornais? A passear por alguns quotidianos brasileiros não encontrei nada, além, é claro dos jornais locais, de um fato que deveria ser capa de todos os veìculos mediàticos. O jornal O Globo, um dos poucos de abrangència nacional a comentar o caso, foi suave no olho da notìcia: "Maus Tratos".

Recentemente na Itàlia, um jovem morreu na prisão supostamente vìtima de tortura. A repercussão midiàtica foi intensa, apesar de, na minha opinião, não ter sido suficiente e não resolver o caso (Uma vergonha também por parte do governo italiano). Stefano Cucchi, 31 anos, morto na penitenciària de Roma enquanto esperava o julgamento por porte de droga. A famìlia de Stefano que aguardava suas notìcias por parte dos Carabinieri, recebe o comunicado que o filho é morto! Independente do descaso do governo Berlusconi, mas a mìdia, pelo menos, dà mais importància.

O ocorrido em Santa Catarina, n
ão é uma novidade. A tortura no Brasil existe e os métodos usados na prisão de Guantánamo parecem ser leves em comparação às prisòes governadas de um ex membro do DOPS.


29 ott 2009

A PUTA UNIBAN

http://www.youtube.com/watch?v=KGxQ8XtXpaQ&feature=related

Lamentàvel, triste este vìdeo (clique aqui) que mostra uma estudante da Universidade Bandeirante de Sào Bernardo do Campo-SP, humilhada ao sair escoltada do campus pela Polìcia Militar, aos gritos de "Puta", porque, segundo reportagem publicada pelo site G1 da Globo, teria ido à aula com um vestido curto.

Eu nào posso acreditar que numa universidade um fato como esse possa acontecer. Alunos que se rebelam porque uma colega teria se vestido em modo "ousado". Um regresso à idade média? Nào, infelizmente esta nào pode ser a justificativa. Seria mais fàcil entender. O problema é muito pior. Estamos praticamente à porta de 2010, numa metròpole cosmopolita como Sào Pauo, dentro de um campus de uma "universidade". Sim, coloco entre aspas porque a Uniban, assim como muitas outras privadas (ou aquilo que fisiologicamente depositamos nas privadas todos os dias) sào exemplos da péssima condiçào do ensino superior brasileiro e a precariedade total no sistema de educaçào nacional, principalmente no estado paulista. Universidades de esquinas, isto é, PUTAS. Bom, talvez eu possa ser otimista, acreditando que os "estudantes" gritavam Puta Puta à instituiçào e nào à garota.

E mesmo se a tal protagonista fosse uma prostituta, qual seria o problema? Deveria ser condenada? Imagino que se uma prostituta entrasse na Uniban seria apedrejada. Atençào, nào estou contando a història de Maria Madalena que, entre outras coisas, era puta de verdade e, junto com Maria, màe de Jesus, e a outra Maria, irmà de Marta, esteve fiel ao Cristo até a morte, diferente dos apòstolos, que covardemente escaparam ou trocaram o mestre por qualquer moeda de prata. Naquele caso a tal puta, que era realmente, e sofreu por ser, que é menos pior que sofrer e nào ser, foi mais leal, mais confiàvel que todos os demais. Mas nào, nào escrevo a història de Madalena, estou a contar a història de uma estudante universitària, que provavelmente trabalha dignamente de dia, pois estuda a noite, para pagar os estudos. Talvez porque nào teve o privilégio de frequentar uma boa escola particular ou um cursinho, por isso com chances mìnimas de concorrer à uma vaga numa universidade pùblica, onde paradoxalmente estudam aqueles que podem ser sustentados pelos pais e màes. Ela deve ter ao màximo 22 anos, por isso é fruto do governo paulista que destròi a educaçào elemnetar pùblica desde 1982 (Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckimin e Serra). Deve trabalhar e pagar seus estudos.

A culpa portanto é sua de ser chamada PUTA? Por que a menina usava um vestido "ousado"? NAO, a culpa é sua porque deve (entào os culpados sào aqueles que a "obrigam a") frequentar uma universidade de esquina, uma empresa como outras, que explora a mediocridade educacional brasileira e, acima de tudo, paulista.

Perdào pelos erros e pelos caractéres estranhos. Uso um teclado italiano, dentro de uma universidade francesa (Paris V - Réne Descartes), enquanto estudo o livro CAPITALISME ET PULSION DE MORT, de GILLES DOSTALER ET BERNARD MARIS.

Um forte abraço. Jota diretamente de Paris, mas com o coraçào no Brasil, e por isso indignado!

28 set 2009

TV DE ELITE!

Acompanhar as notìcias do Brasil da Itàlia ou da França oferece uma vantagem e um problema. Começo pelo segundo. Nào vivendo a quotidiano e poluindo-me com as notìcias que leio ou assisto, percebo que começo a desenvolver uma fobia do medo, como se fosse impossìvel sair pelas ruas de Sampa ou do Rio tranquilamente. A imprensa brasileira é a grande difusora do medo. Dois exemplos simples: 1- o medo dos comunistas nos primeiros anos do Regime Militar. Alguns pais acreditavam e diziam aos filhos que os comunistas comem criança; 2- , mais recente, a preocupaçào com o vìrus N1H1.

A vantagem é que longìnquo hei a capacidade de analisar melhor as artimanhas do quarto poder. Leio frquentemente o G1, site de notìcias do grupo O Globo, feito com muita qualidade e muito atualizado, com acessos a um bom material audiovisual, e o site do Estadào, que apesar de defender uma ideologia polìtica MUITO diferente da minha, é aquele escrito melhor, com bons artigos. Obviamente procuro ler outras coisas, mas sào estes que abro todas as manhàs quando acordo.

Depois, lendo alguns blogs de brasileiros ou conversando com amigos que estào no Brasil e turistas que vem à Europa, posso entender que a princiapal fonte de notìcia é a Globo. Quase todos repetem aquilo que jà sei e defendem os memos conceitos do grupo fundado por Roberto Marinho. Um fato que muito preocupa.

A TV Globo é um colosso. Tenhos amigos e colegas que là trabalham. Sào muito capacitados e profissionais. E convivem com uma estrutura profissional que pouquìssimos no mundo da TV possuem. A Globo invente muito em tecnologia. Tudo funciona muito bem, da iluminaçào à maquiagem dos apresentadores de jornais. Um time afinado e qualificado. O resultado é percebido também na casa de cada um, portando credibilidade. Aì mora o perigo, pois torna-se a principal fonte de informaçào do paìs. A història, desde 1965, ano do nascimento da TV Globo, um ano depois do Golpe contra o governo de Joào Goulart, financiado do grupo americano Time Life, o que na época era proibido pela constituiçào, comprova tal fato: O apoio dos brasileiros à Ditadura, a eleiçào de Collor, de FHC, de Lula; os ataques contra o governo Lula; o domìnio do PSDB (antes uma facçào do PMDB) em terras paulistas e paulistanas, etc.

Se uma pessoa nào é bastante crìtica em relaçào à TV Globo, pode entrar num mundo irreal, inventado para suportar interesses de uma minoria da populaçào, a qual, provavelmente, nào faça parte, isto é apoia a pròpria destruiçào.

Minha reflexào acima é apenas para comentar uma matéria exibida ontem pelo Fantàstico (uma revista semanal que é uma mistura de jornalismo e espetàculo, ou seja, pseudojornalismo):

Atiradores de elite enfrentam treinamento intensivo de no mínimo 5 anos

Os policiais do BOPE sào quase heròis nacionais. Para quem duvida, basta entender como foi recebido o filme de José Padilha, TROPA DE ELITE. Aquilo que deveria ser uma crìtica ao tal Batalhào de Operaçòes Policiais Especiais e ao sistema de segurança do Rio de Janeiro, tranformo-os em heròis nacionais, os Rambos brasileiros (jà é uma coisa anormal considerar um personagem como aquele interpretado por Sylvester Stallone um heròi!), os salvadores da pàtria, o combate à criminalidade e ao medo descritos acima.

A matéria do Fantàstico evidencia isto. Um nojo. Entre outras coisas, no vìdeo, quando mostram o treinamento dos atiradores de elite e para a Elite, num dos alvos mostra as imagens de um vilào, malvado, criminoso ao lado de uma possìvel refém. O primeiro, alvo dos especialistas caçadores de gente, é negro, enquanto a pobre vìtima, é uma branca indefesa. RACISMO!
Depois mostra a açào policial verdadeira, quando um atirador assassina um possìvel criminoso com um tiro certeiro na cabeça. Tudo isso com muita tranquilidade, como num filme de Holywood. E depois a repòrter passeia com o policial assassino, que exlica a açào com muita naturalidade.

A violència é um problema social do Brasil e deve ser resolvido. Como? Nào poderia ousar uma discussào como esta aqui neste blog, porém, na minha opiniào, nào é investindo em armas, na polìcia, mas em outras coisas, como educaçào e saùde, por exemplo.

Proponho-vos uma bibliografia:

- JORNALISMO CANALHA A PROMISCUA RELACAO ENTRE A MIDIA E O PODER , O . José Arbex JR

- Vigiar e Punir - Historia da Violencia nas Prisões - Michel Foucault

- Muito Alem do Jardim Botanico - Silva, Carlos

30 mag 2009

Polìcia Assassina

Caro leitor, bela leitora, 

Nesta manhà a Paris, quando abro o site do G1 para ler as notìcias do meu Brasil Brasile amado, encontro esta matéria: Imagens mostram presos sendo torturados em MG (link aqui). O que pensar, quem criticar, o que dizer?Tanto, nada!

A instituiçào POLìCIA é falida em todo o mundo. Aqui na Europa os policiais abusam do poder, mas nada comparado às tais cenas mostradas no vìdeo relacionado. E aqueles animais fardados que procuravam celulares através de tortura foram somente afastados do posto de trabalho, junto com o diretor da prisào, que passivamente, e por isso cumplice (e talvez o mandante), assistia a violència.

Por que pessoas como aquelas nào podem ser julgadas por um tribunal civil, popular, com a acusaçào de tortura, ato violento, abuso de poder e autoridade, e outras coisas que qualquer promotor pùblico poderia levantar? Por que o nome daqueles indivìduos nocivos à sociedade nào sào divulgados, como adoram fazer os jornais em caso de crime cometido por moradores de uma favela, por exemplo?
Por que?

Termino com duas frases gritadas continuamente contra a Polìcia em Paris, que também é violenta, mas incomparàvel com a brasileira, a tropa de elite!



"police partoutjustice nulle part"

"FlicsPorcsAssassins"

27 mag 2009

BERLUSCONI pior que o fascismo

Baleful influence of Burlesque cronies

Published: May 26 2009 20:12 | BY FINANCIAL TIMES

Fascism is not a likely future for Italy. That is worth saying, because it is being forecast. Many assume that the financial crisis plus Silvio Berlusconi equals a return to fascism. It did, after all, start there.

But that is an unlikely outcome now. Italy in the early 1920s, when Benito Mussolini rose to power, was reeling from a brutally Pyrrhic victory over the Austrians in 1918, the degradation of the political class and a rising threat from leftwing totalitarianism. Mr Berlusconi is clearly no Mussolini: he has squads of starlets, not of Blackshirts.

The real dangers lie elsewhere. Over the 15 years of his political career – always as prime minister, or as leader of the opposition – he has had a largely untrammelled opportunity to shift the national mood rightwards. This he has done not by crude propaganda but by a steady concentration on glitz, glitter and girls and a hyperbolic style of media-geared rhetoric that sees all opposition as communist and himself as a victim.

Now, as hard questions are posed on his relationship with a teenage would-be starlet – first raised by his wife – he has turned on the most obstinate questioner, the left-of-centre daily La Repubblica, issued a veiled threat through an associate and sought to render the questions invalid because politically tainted.

He has shown equal belligerence towards magistrates who judged he had bribed the British lawyer David Mills (to avoid corruption charges) – calling them “leftwing activists” – even though parliament has made him immune from prosecution.

Still dissatisfied even with such a useful parliament, he has called it “useless” and said it should be drastically reduced to 100 members, while his powers increase. He has sought to rouse the masses in his favour, by encouraging a “popular initiative” to collect the required 500,000 signatures for the measure.

But the danger of Berlusconi is of a different order to that of Mussolini. It is that of media sapping the serious content of politics, and replacing it with entertainment. It is of a ruthless demonisation of enemies and refusal to grant an independent basis to competing powers. It is to place a fortune at the service of the creation of a massive image, composed of assertions of endless success and popular support.

That he is so dominant is partly the fault of a faltering left; of weak and sometimes politicised institutions; of journalism which has too often accepted a subaltern status. Most of all it is the fault of a very wealthy, very powerful and increasingly ruthless man. No fascist, but a danger, in the first place to Italy, and a malign example to all.

13 mag 2009

Anticonstitucional e ineficaz



Leia o artigo sobre a proibiçào arbitrària e cruel de livre circulaçào publicada pelo site G1. Clique aqui

Fernandòpolis, Ilha Solteira e Itapura, todas no interior do Estado de SP (Governo PSDB/DEM) sancionaram uma lei municipal que proìbe a presença de adolescentes nas ruas depois das 23 horas, justificando que o ìndice de crimes praticados por jovens dessa classe é alto.

O direito constitucional e humano de "ir e vir", isto é de liberdade, foi roubado desses garotos. Um absurdo. Querem diminuir a violència? Trabalhem com a educaçào, coisa que o governo PSDB ignora ao longo da història,.

O Brasil continua a tratar a ferida com curativo. Nào adianta. Muitas vezes é melhor deixar o machucado aberto para cicatrizar e ao mesmo tempo investir tempo, capital na cura do problema.


08 mar 2009

Metro SP - Pane total

Conhecer os sistemas metropolitanos mundo a fora me capacita criticar o metrò paulistano: Muito limpo, caro e pouco eficiente.

O governador de Sào Paulo, José Serra (PSDB/DEM), anunciou um desconto de R$ 0,20 aos usuàrios do sistema entre os horàrios das 4h40 às 6 horas da manhà. No inìcio achei que era uma espécie de brincadeira para testar a paciència e a inteligència das 4 milhòes de pessoas que sào mal atendidos diariamente pelo metrò.

Em Paris, cidade onde moro no momento, o bilhete ùnico para uma pessoa sem direitos a benefìcios, custa em média 5 reais por dia, que multiplicados por 30, ao final do mès chega à cifra de 150 reais. Aproximadamente este valor corresponde a 4,6% do salàrio mìnimo na França.

No Brasil, considerando o mesmo càlculo, o brasilieiro beneficiado do mìnimo, userà 37% aproximadamente do seu salàrio para ir e voltar.

Importante lembrar que o bilhete ùnico em Paris permite o uso ilimitado de viagens em qualquer serviço de transporte pùblico (metrò, trem, bus, bicicleta, bondinho). Nào "vence" depois de 70 minutos, e nào existe um ponto na cidade, e um horàrio que nào seja coberto pelo sistema de transporte.

O metrò de Sào Paulo é uma vergonha. Limpo e organizado, reconheço, mas nào funciona. Os governos Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckimin e Serra sào os grandes culpados. Ignoraram a necessidade de investir no transporte pùblico. Hoje é urgència. O metrò existe desde 1974. O crescimento nesses 35 anos foi lento, muito lento, assim como é o sistema pùblico de transporte em Sào Paulo.

Num ato populista Serra anuncia um desconto de R$ 0.20 no bilhete, aos usuàrios das 4h40 às 6 horas da manhà? Brincadeira? Sim, e de mau gosto!

ALEXANDRE "circo" GARCIA

Alexandre Garcia pode ser tudo, polìtico, palhaço, comentarista, menos jornalista.

Na ediçào de sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009, do Bom dia Brasil, jornal em rede nacional diàrio exibido pela Rede Globo todas as manhàs, Garcia em modo arbitràrio, criminoso, comentou o suporte parlamentar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que criticou as invasòes de terras pelo o Movimento dos Trabalhadores rurais Sem-Terras (MST). Clique aqui para ver o vìdeo.


"entidades que atendem pela marca de mercado de Sem-Terras [sic], que na verdade sào desempregados do meio rural e do meio urbano, doutrinados e treinados para agir em nome do movimento. Um movimento que usa o mot [sic] de 'quem trabalha tem direito a Terra'. Isso é absolutamente verdadeiro, quem trabalha tem direito a uma casa, uma roupa. E funciona assim: Trabalha-se, junta-se a renda do trabalho e se adquire o direito de ter alguma coisa. Um carro ou um pedaço de Terra. Essa é a lei que nos mantém organizados e civilizados para que o direito de cada um fique potegido. Fora disso se desorganiza a Ordem. O presidente do supremo percebeu o risco que corre o Estado de direito, com o desrespeito a lei, com a aleniència e até a ajuda financeira do Estado, usando para isso o imposto de quem trabalha para adquirir o direito de ter alguma coisa"


Isto foi dito em rede nacional, nos estùdios da Rede Globo, com boa iluminaçào, excelente àudio, figurino e maquiagem impecàveis, e com auxìlio de très video-cameras, bem dirigidas. Tais artifìcios valorizam muito mais o discurso, que de um comentàrio digno de no màximo uma conversa de botequim, pode-se transformar na opiniào pùblica.

Com um sorriso irònico em face, Garcia argumenta como se no Brasil fosse simples encontrar um trabalho. E mais, um trabalho que possibilita cobrir as despesas de moradia, saùde, educaçào pròpria e dos filhos, transporte, segurança e lazer, e ainda sim, na sua opiniào, juntar dinheiro para comprar um pedaço de Terra e um carro.

Tais palavras de Garcia sào criminais. Um deserviço social e anti-jornalismo. Nào entendo os diretores do jornal, Schroder e Kamel, que ao permitir a opiniào pessoal do Alexandre, consolidam o comentàrio como representativo do Bom Dia Brasil, e até da emissora e grupo. Como jornalista nào posso concordar com tal postura. Respeito e admiro muito a Rede Globo e todos os excelentes profissionais que trabalham là, dentre os quais alguns queridos e competentes amigos. Nào aceito e nào condiviso porém a posiçào do Alexandre Garcia.

Nào vem ao caso defender ou atacar o MST. Explica-lo seria impossìvel neste blog. Existem muitas publicaçòes, teses de doutorado a respeito, para quem gostaria de se aprofundar no assunto. Aliàs, antes de atacar, criticar é necessàrio ter as faculdades mìnimas, nào apenas para o presente caso, mas a qualquer coisa. Informar-se antes de abrir a boca.

Durante o carnaval deste ano, o MST invadiu latifùndios nos estados de Sào Paulo e Pernambuco. Neste ùltimo, numa das açòes, quatro seguranças de uma àrea foram mortos por integrantes do movimento que, em nota oficial, afirmam que repudiam qualquer tipo de violència, e que a fatalidade foi decorrència de legìtima defesa, que na sua opiniào evitou um outro massacre. As mortes geraram crìticas inclusive do presidente Lula. Eu também creio que nenhuma morte pode ser justificada. Em legìtima defesa pode até ser, mas nào cabe a mim julgar, nào poderia nunca opinar num assassinato alegado por legìtima defesa, seja do MST ou de uma pai de famìlia que ataca os bandidos com uma pistola particular. Sào casos para justiça e qualquer especulaçào é, no mìnimo, idiota.

Apòs as crìticas de Mendes ao MST, os parlamentares vieram ao seu encontro, suportando-o, como o presidente do senado, José Sarney (PMDB-AL).

Temos très notòrios personagens neste artigo. Garcia, Mendes e Sarney. O primeiro, e também sujeito principal, foi assessor de imprensa do governo ditador no Brasil. O segundo, presidente do STF, envolvido em diversos escandàlos, como a liberdade ao banqueiro Dantas e o caso das habilitaçòes falsas de Ferraz de Vasconcelos, na Grande SP. O terceiro, ex presidente da repùblica, filiado por anos ao partido que representava os militares.

06 gen 2009

Feliz 2009

O ano começou mal. Nào para o presente escritor, mas em geral com os ataques, seguido de invasào na faixa de Gaza, na Palestina, por parte do exército de Israel. Um movimento covarde e injustificàvel.

As perguntas que faço:

1- Poderia tal fato integrar um complô provocativo contra os paises de origem islàmica a fim de justificar um futuro ataque, maior ainda, depois de possìveis retalhaçoes das presentes vìtimas (Libano, Iraque, Palestina, etc.)?

2- Por que nenhum paìs ocidental nào intervèm mais seriamente contra o governo israelense? Motivos econòmicos? é simplesmente um homocìdio coletivo, um massacre o que o mundo assiste, sem prestar assistència digna, no momento no oriente médio.

3- Por que a Folha de Sào Paulo é nitidamente a favor dos ataques e nenhum jornalista ou òrgào a condena por isso?

Alguns evangélicos no Brasil dizem que os judeus sào o povo escolhido! Escolhido por quem, para que?

Nada tenho contra os judeus, cristàos, budistas, muçulmanos. Talvez eu critique as doutrinas, afinal tais cegam os seus seguidores à verdade. O deus de israel é o mesmo dos muçulmanos, até no nome. Alah, ao contràrio do que pensam no Brasil, é a traduçào literària da palavra "deus", como god, em inglés, Dio, em italiano. Ambos sào monoteìstas e creem num deus ùnico, deus de Abraào, que para os judeus é tbe o deus de Isaque e Jacò, isto é, Israel (claro, isto é obvio, é como se os brasileiros pudessem gritar deus de Abraào, Pelé e Ronaldinho, ou os italianos, deus de Abraào, Dante e Leonardo. E os cristào erram em defender Israel, ou pior de preferir os judeus aos muçulmanos defendendo que Jesus era judeu. Sim, era, por que depois se converteu ao cristianismo, que por sua vez defende que Deus nào é um, como dizem judeus e muçulmanos, mas très.

Nào é em jogo a questào religiosa. Israel nào é o povo de Deus. Mas povavèl, aos crentes, o povo do diabo. Um estado formado em 1948, instituìdo num outro Estado, sem o consentimento dos habitantes locais. Por que os Estados Unidos da América, na época, nào ofereceram Oregon ao entào novo estado?

Um Estado soberano que nasceu forte, com estrutura militar sò inferior - e numericamente apenas - aos norte-americanos. Se nào bastasse o territòrio, eles ainda ocuparam a Faixa de Gaza e agora, em 2009 fazem um bordel aos olhos de todo o mundo que presencia um genocìdio em massa.

Nada tenho contra os judeus, ratifico, mas muito contra o estado de Israel.

. . .

Bom, falamos do Brasil, de Sào Paulo, da minha cidade natal. O que acontece?!?!? Kassab assume a prefeitura prometendo cortes no orçamento. Quem serà prejudicado? Os banqueiros? A classe média ignorante? Nào, os menos favorecidos, aqueles que tem menos oportunidades e privilégios.
O que penso a respeito? Tenho nojo!

. . .

Comecei no macro e agora começo sempre mais a focalizar o micro. O que encontro entre os meus amigos paulistanos? Banhas! Todos gordos e feios. Por que? Serà que o Brasil està realmente se transformando no primo pobre dos States? Na verdade jà é!
Gordurinhas a parte, tais pessoas sào queridas. Tenho saudades e espero um dia lutar lado a lado com eles contra este mundo feroz, dominado pelo capital. "Ninguém no mundo deve ser esfrutado!"


03 gen 2009

Protesta


PT/BR: Sou contra o Estado de Israel. Sou contra la polìtica bélica israelense. Manifesto solidariedade ao povo palestino na faixa de Gaza.

IT: Sono contro lo Stato di Israele. Sono contro la politica di guerra israeliana. Manifesto solidarietà con il popolo palestinese nella striscia di Gaza.

EN: I am against the state of Israel. I am against the Israeli policy of war. I manifest profound solidarity with the Palestinian people in Gaza.

FR: Je suis contre l'État d'Israël. Je suis contre la politique israélienne de la guerre. Je manifeste profonde solidarité avec le peuple palestinien dans la bande de Gaza.

ES: Estoy en contra de el estado de Israel. Estoy en contra de la política israelí de la guerra. Me manifiesto profunda solidaridad con el pueblo palestino en Gaza.

DE: Ich bin gegen den Staat Israel. Ich bin gegen die israelische Politik des Krieges. Ich Manifest tiefe Solidarität mit dem palästinensischen Volk in Gaza.

أنا ضد دولة اسرائيل. أنا ضد السياسة الإسرائيلية من الحرب. أنا في إظهار تضامنها العميق مع الشعب الفلسطيني في قطاع غزة

אני נגד מדינת ישראל. אני נגד מדיניות של מלחמה. אני להפגין הזדהות עמוקה עם העם הפלסטיני בעזה