30 mag 2009

Polìcia Assassina

Caro leitor, bela leitora, 

Nesta manhà a Paris, quando abro o site do G1 para ler as notìcias do meu Brasil Brasile amado, encontro esta matéria: Imagens mostram presos sendo torturados em MG (link aqui). O que pensar, quem criticar, o que dizer?Tanto, nada!

A instituiçào POLìCIA é falida em todo o mundo. Aqui na Europa os policiais abusam do poder, mas nada comparado às tais cenas mostradas no vìdeo relacionado. E aqueles animais fardados que procuravam celulares através de tortura foram somente afastados do posto de trabalho, junto com o diretor da prisào, que passivamente, e por isso cumplice (e talvez o mandante), assistia a violència.

Por que pessoas como aquelas nào podem ser julgadas por um tribunal civil, popular, com a acusaçào de tortura, ato violento, abuso de poder e autoridade, e outras coisas que qualquer promotor pùblico poderia levantar? Por que o nome daqueles indivìduos nocivos à sociedade nào sào divulgados, como adoram fazer os jornais em caso de crime cometido por moradores de uma favela, por exemplo?
Por que?

Termino com duas frases gritadas continuamente contra a Polìcia em Paris, que também é violenta, mas incomparàvel com a brasileira, a tropa de elite!



"police partoutjustice nulle part"

"FlicsPorcsAssassins"

27 mag 2009

BERLUSCONI pior que o fascismo

Baleful influence of Burlesque cronies

Published: May 26 2009 20:12 | BY FINANCIAL TIMES

Fascism is not a likely future for Italy. That is worth saying, because it is being forecast. Many assume that the financial crisis plus Silvio Berlusconi equals a return to fascism. It did, after all, start there.

But that is an unlikely outcome now. Italy in the early 1920s, when Benito Mussolini rose to power, was reeling from a brutally Pyrrhic victory over the Austrians in 1918, the degradation of the political class and a rising threat from leftwing totalitarianism. Mr Berlusconi is clearly no Mussolini: he has squads of starlets, not of Blackshirts.

The real dangers lie elsewhere. Over the 15 years of his political career – always as prime minister, or as leader of the opposition – he has had a largely untrammelled opportunity to shift the national mood rightwards. This he has done not by crude propaganda but by a steady concentration on glitz, glitter and girls and a hyperbolic style of media-geared rhetoric that sees all opposition as communist and himself as a victim.

Now, as hard questions are posed on his relationship with a teenage would-be starlet – first raised by his wife – he has turned on the most obstinate questioner, the left-of-centre daily La Repubblica, issued a veiled threat through an associate and sought to render the questions invalid because politically tainted.

He has shown equal belligerence towards magistrates who judged he had bribed the British lawyer David Mills (to avoid corruption charges) – calling them “leftwing activists” – even though parliament has made him immune from prosecution.

Still dissatisfied even with such a useful parliament, he has called it “useless” and said it should be drastically reduced to 100 members, while his powers increase. He has sought to rouse the masses in his favour, by encouraging a “popular initiative” to collect the required 500,000 signatures for the measure.

But the danger of Berlusconi is of a different order to that of Mussolini. It is that of media sapping the serious content of politics, and replacing it with entertainment. It is of a ruthless demonisation of enemies and refusal to grant an independent basis to competing powers. It is to place a fortune at the service of the creation of a massive image, composed of assertions of endless success and popular support.

That he is so dominant is partly the fault of a faltering left; of weak and sometimes politicised institutions; of journalism which has too often accepted a subaltern status. Most of all it is the fault of a very wealthy, very powerful and increasingly ruthless man. No fascist, but a danger, in the first place to Italy, and a malign example to all.

13 mag 2009

Anticonstitucional e ineficaz



Leia o artigo sobre a proibiçào arbitrària e cruel de livre circulaçào publicada pelo site G1. Clique aqui

Fernandòpolis, Ilha Solteira e Itapura, todas no interior do Estado de SP (Governo PSDB/DEM) sancionaram uma lei municipal que proìbe a presença de adolescentes nas ruas depois das 23 horas, justificando que o ìndice de crimes praticados por jovens dessa classe é alto.

O direito constitucional e humano de "ir e vir", isto é de liberdade, foi roubado desses garotos. Um absurdo. Querem diminuir a violència? Trabalhem com a educaçào, coisa que o governo PSDB ignora ao longo da història,.

O Brasil continua a tratar a ferida com curativo. Nào adianta. Muitas vezes é melhor deixar o machucado aberto para cicatrizar e ao mesmo tempo investir tempo, capital na cura do problema.


8 mar 2009

Metro SP - Pane total

Conhecer os sistemas metropolitanos mundo a fora me capacita criticar o metrò paulistano: Muito limpo, caro e pouco eficiente.

O governador de Sào Paulo, José Serra (PSDB/DEM), anunciou um desconto de R$ 0,20 aos usuàrios do sistema entre os horàrios das 4h40 às 6 horas da manhà. No inìcio achei que era uma espécie de brincadeira para testar a paciència e a inteligència das 4 milhòes de pessoas que sào mal atendidos diariamente pelo metrò.

Em Paris, cidade onde moro no momento, o bilhete ùnico para uma pessoa sem direitos a benefìcios, custa em média 5 reais por dia, que multiplicados por 30, ao final do mès chega à cifra de 150 reais. Aproximadamente este valor corresponde a 4,6% do salàrio mìnimo na França.

No Brasil, considerando o mesmo càlculo, o brasilieiro beneficiado do mìnimo, userà 37% aproximadamente do seu salàrio para ir e voltar.

Importante lembrar que o bilhete ùnico em Paris permite o uso ilimitado de viagens em qualquer serviço de transporte pùblico (metrò, trem, bus, bicicleta, bondinho). Nào "vence" depois de 70 minutos, e nào existe um ponto na cidade, e um horàrio que nào seja coberto pelo sistema de transporte.

O metrò de Sào Paulo é uma vergonha. Limpo e organizado, reconheço, mas nào funciona. Os governos Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckimin e Serra sào os grandes culpados. Ignoraram a necessidade de investir no transporte pùblico. Hoje é urgència. O metrò existe desde 1974. O crescimento nesses 35 anos foi lento, muito lento, assim como é o sistema pùblico de transporte em Sào Paulo.

Num ato populista Serra anuncia um desconto de R$ 0.20 no bilhete, aos usuàrios das 4h40 às 6 horas da manhà? Brincadeira? Sim, e de mau gosto!

ALEXANDRE "circo" GARCIA

Alexandre Garcia pode ser tudo, polìtico, palhaço, comentarista, menos jornalista.

Na ediçào de sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009, do Bom dia Brasil, jornal em rede nacional diàrio exibido pela Rede Globo todas as manhàs, Garcia em modo arbitràrio, criminoso, comentou o suporte parlamentar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que criticou as invasòes de terras pelo o Movimento dos Trabalhadores rurais Sem-Terras (MST). Clique aqui para ver o vìdeo.


"entidades que atendem pela marca de mercado de Sem-Terras [sic], que na verdade sào desempregados do meio rural e do meio urbano, doutrinados e treinados para agir em nome do movimento. Um movimento que usa o mot [sic] de 'quem trabalha tem direito a Terra'. Isso é absolutamente verdadeiro, quem trabalha tem direito a uma casa, uma roupa. E funciona assim: Trabalha-se, junta-se a renda do trabalho e se adquire o direito de ter alguma coisa. Um carro ou um pedaço de Terra. Essa é a lei que nos mantém organizados e civilizados para que o direito de cada um fique potegido. Fora disso se desorganiza a Ordem. O presidente do supremo percebeu o risco que corre o Estado de direito, com o desrespeito a lei, com a aleniència e até a ajuda financeira do Estado, usando para isso o imposto de quem trabalha para adquirir o direito de ter alguma coisa"


Isto foi dito em rede nacional, nos estùdios da Rede Globo, com boa iluminaçào, excelente àudio, figurino e maquiagem impecàveis, e com auxìlio de très video-cameras, bem dirigidas. Tais artifìcios valorizam muito mais o discurso, que de um comentàrio digno de no màximo uma conversa de botequim, pode-se transformar na opiniào pùblica.

Com um sorriso irònico em face, Garcia argumenta como se no Brasil fosse simples encontrar um trabalho. E mais, um trabalho que possibilita cobrir as despesas de moradia, saùde, educaçào pròpria e dos filhos, transporte, segurança e lazer, e ainda sim, na sua opiniào, juntar dinheiro para comprar um pedaço de Terra e um carro.

Tais palavras de Garcia sào criminais. Um deserviço social e anti-jornalismo. Nào entendo os diretores do jornal, Schroder e Kamel, que ao permitir a opiniào pessoal do Alexandre, consolidam o comentàrio como representativo do Bom Dia Brasil, e até da emissora e grupo. Como jornalista nào posso concordar com tal postura. Respeito e admiro muito a Rede Globo e todos os excelentes profissionais que trabalham là, dentre os quais alguns queridos e competentes amigos. Nào aceito e nào condiviso porém a posiçào do Alexandre Garcia.

Nào vem ao caso defender ou atacar o MST. Explica-lo seria impossìvel neste blog. Existem muitas publicaçòes, teses de doutorado a respeito, para quem gostaria de se aprofundar no assunto. Aliàs, antes de atacar, criticar é necessàrio ter as faculdades mìnimas, nào apenas para o presente caso, mas a qualquer coisa. Informar-se antes de abrir a boca.

Durante o carnaval deste ano, o MST invadiu latifùndios nos estados de Sào Paulo e Pernambuco. Neste ùltimo, numa das açòes, quatro seguranças de uma àrea foram mortos por integrantes do movimento que, em nota oficial, afirmam que repudiam qualquer tipo de violència, e que a fatalidade foi decorrència de legìtima defesa, que na sua opiniào evitou um outro massacre. As mortes geraram crìticas inclusive do presidente Lula. Eu também creio que nenhuma morte pode ser justificada. Em legìtima defesa pode até ser, mas nào cabe a mim julgar, nào poderia nunca opinar num assassinato alegado por legìtima defesa, seja do MST ou de uma pai de famìlia que ataca os bandidos com uma pistola particular. Sào casos para justiça e qualquer especulaçào é, no mìnimo, idiota.

Apòs as crìticas de Mendes ao MST, os parlamentares vieram ao seu encontro, suportando-o, como o presidente do senado, José Sarney (PMDB-AL).

Temos très notòrios personagens neste artigo. Garcia, Mendes e Sarney. O primeiro, e também sujeito principal, foi assessor de imprensa do governo ditador no Brasil. O segundo, presidente do STF, envolvido em diversos escandàlos, como a liberdade ao banqueiro Dantas e o caso das habilitaçòes falsas de Ferraz de Vasconcelos, na Grande SP. O terceiro, ex presidente da repùblica, filiado por anos ao partido que representava os militares.

6 gen 2009

Feliz 2009

O ano começou mal. Nào para o presente escritor, mas em geral com os ataques, seguido de invasào na faixa de Gaza, na Palestina, por parte do exército de Israel. Um movimento covarde e injustificàvel.

As perguntas que faço:

1- Poderia tal fato integrar um complô provocativo contra os paises de origem islàmica a fim de justificar um futuro ataque, maior ainda, depois de possìveis retalhaçoes das presentes vìtimas (Libano, Iraque, Palestina, etc.)?

2- Por que nenhum paìs ocidental nào intervèm mais seriamente contra o governo israelense? Motivos econòmicos? é simplesmente um homocìdio coletivo, um massacre o que o mundo assiste, sem prestar assistència digna, no momento no oriente médio.

3- Por que a Folha de Sào Paulo é nitidamente a favor dos ataques e nenhum jornalista ou òrgào a condena por isso?

Alguns evangélicos no Brasil dizem que os judeus sào o povo escolhido! Escolhido por quem, para que?

Nada tenho contra os judeus, cristàos, budistas, muçulmanos. Talvez eu critique as doutrinas, afinal tais cegam os seus seguidores à verdade. O deus de israel é o mesmo dos muçulmanos, até no nome. Alah, ao contràrio do que pensam no Brasil, é a traduçào literària da palavra "deus", como god, em inglés, Dio, em italiano. Ambos sào monoteìstas e creem num deus ùnico, deus de Abraào, que para os judeus é tbe o deus de Isaque e Jacò, isto é, Israel (claro, isto é obvio, é como se os brasileiros pudessem gritar deus de Abraào, Pelé e Ronaldinho, ou os italianos, deus de Abraào, Dante e Leonardo. E os cristào erram em defender Israel, ou pior de preferir os judeus aos muçulmanos defendendo que Jesus era judeu. Sim, era, por que depois se converteu ao cristianismo, que por sua vez defende que Deus nào é um, como dizem judeus e muçulmanos, mas très.

Nào é em jogo a questào religiosa. Israel nào é o povo de Deus. Mas povavèl, aos crentes, o povo do diabo. Um estado formado em 1948, instituìdo num outro Estado, sem o consentimento dos habitantes locais. Por que os Estados Unidos da América, na época, nào ofereceram Oregon ao entào novo estado?

Um Estado soberano que nasceu forte, com estrutura militar sò inferior - e numericamente apenas - aos norte-americanos. Se nào bastasse o territòrio, eles ainda ocuparam a Faixa de Gaza e agora, em 2009 fazem um bordel aos olhos de todo o mundo que presencia um genocìdio em massa.

Nada tenho contra os judeus, ratifico, mas muito contra o estado de Israel.

. . .

Bom, falamos do Brasil, de Sào Paulo, da minha cidade natal. O que acontece?!?!? Kassab assume a prefeitura prometendo cortes no orçamento. Quem serà prejudicado? Os banqueiros? A classe média ignorante? Nào, os menos favorecidos, aqueles que tem menos oportunidades e privilégios.
O que penso a respeito? Tenho nojo!

. . .

Comecei no macro e agora começo sempre mais a focalizar o micro. O que encontro entre os meus amigos paulistanos? Banhas! Todos gordos e feios. Por que? Serà que o Brasil està realmente se transformando no primo pobre dos States? Na verdade jà é!
Gordurinhas a parte, tais pessoas sào queridas. Tenho saudades e espero um dia lutar lado a lado com eles contra este mundo feroz, dominado pelo capital. "Ninguém no mundo deve ser esfrutado!"


3 gen 2009

Protesta


PT/BR: Sou contra o Estado de Israel. Sou contra la polìtica bélica israelense. Manifesto solidariedade ao povo palestino na faixa de Gaza.

IT: Sono contro lo Stato di Israele. Sono contro la politica di guerra israeliana. Manifesto solidarietà con il popolo palestinese nella striscia di Gaza.

EN: I am against the state of Israel. I am against the Israeli policy of war. I manifest profound solidarity with the Palestinian people in Gaza.

FR: Je suis contre l'État d'Israël. Je suis contre la politique israélienne de la guerre. Je manifeste profonde solidarité avec le peuple palestinien dans la bande de Gaza.

ES: Estoy en contra de el estado de Israel. Estoy en contra de la política israelí de la guerra. Me manifiesto profunda solidaridad con el pueblo palestino en Gaza.

DE: Ich bin gegen den Staat Israel. Ich bin gegen die israelische Politik des Krieges. Ich Manifest tiefe Solidarität mit dem palästinensischen Volk in Gaza.

أنا ضد دولة اسرائيل. أنا ضد السياسة الإسرائيلية من الحرب. أنا في إظهار تضامنها العميق مع الشعب الفلسطيني في قطاع غزة

אני נגד מדינת ישראל. אני נגד מדיניות של מלחמה. אני להפגין הזדהות עמוקה עם העם הפלסטיני בעזה