Flics Porcs Assassins!
Este é um grito muito usado nas manifestaçòes em paìses de lìngua francesa. Traduzido ao portuguès brasileiro paulistano, é "Gambés, Porcos, Assassinos!"
Ao ver uma matéria da RBS-SC, rede de televisào do grupo O Globo, que mostra a agreçào covarde e injustificàvel de policiais militares à um jovem, porque esse guiava uma moto sem a carteira de habilitaçào, mais uma vez nào poderia de deixar minha revolta contra as forças de ordens brasileiras, mais especificamente do falido estado de Santa Cataria.
As cenas, gravadas por um celular de um passante, sào chocantes (VER O VIDEO AQUI). A violència policial é um dos crònicos problemas brasileiros que devem ser resolvidos. O pior foi a resposta da PM, que promete investigar o caso, "ouvir testemunhas", para um possìvel processo, que, como pena, poderà transferir o soldado a uma outra cidade. Que ridìculo! O fato em si é grave. Um cidadào como o tal, nào pode ser um policial. Eh um criminoso e deveria ser julgado por abuso de poder, agressào e até tentativa de homissìdio DOLOSO, pois atingiu a cabeça da vìtima com o cacetete, que o poderia ter levado à morte. Vergonha!
. . .
CESARE BATTISTI
Ok, o Supremo Tribunal Federal, por cinco votos a quatro, decidiu, na ùltima semana, a favor da extradiçào de Cesare Battisti, mas deixando a ùltima palavra ao Executivo nacional, que por sua vez afirma nào ter "pressa" para o veredito. Tarso Genro defende a permanència do ex-ativista na condiçào de asilo polìtico, alegando que existe uma pressào fascista do governo italiano para haver Battisti, que deveria cumprir a pena màxima da justiça italiana, a prisào perpétua.
Deixo claro que Genro nào acusou a Itàlia de ser uma paìs fascista: "A Itália não é um país nazista nem fascista, mas vem sendo constatado um crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana". Tem razào. Esse seria um motivo para conceder o asilo polìtico a Battisti. A segunda, dentre outras, é pròprio a diferença entre a pena màxima na Itàlia, a prisào perpétua, que no Brasil, ainda bem, nào existe!
. . .
Queima de Arquivo
Morreu ontem na Itàlia, carbonizada dentro de seu apartamento, o travesti Brenda, que em outubro foi protagonista de um caso que foi primeira pàgina de todos os jornais italianos, pelo seu envolvimento com o ex-governador da regiào Lazio, centro do paìs, Piero Marrazzo (LEIA A MATéRIA EM ITALIANO AQUI). Na ocasiào, Marrazzo deixou o cargo depois de ser ameaçado pelos Carabinieris (polìcia especial italiana) por ter sido flagrado no apartamento de Brenda, numa noitada de sexo e cocaìna. No programa da Rai2, Annozero, a repòrter tentou entrevistar Brenda, que se recusou, dizendo que era um arquivo vivo, que sabia muito e por isso tinha MEDO de falar (Veja o VIDEO aqui). Hoje é morta! Queima de Arquivo?
Comentàrios sobre o Brasil visto de fora, de quem intansamente jà o viveu "de dentro"
20 nov 2009
8 nov 2009
UNIBAN: Universidade Banal
Volto à questão sobre o fato vergonhoso ocorrido no campus do ABC da Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN), quando a estudente Geisy Villa Nova Arruda, aluna do curso de turismo, foi gravemente humilhada por "universitàrios" no dia 22 de outubro por estar de "roupa curta", sendo obrigada a sair escoltada pela Polícia Militar paulista.
O problema é que, segundo divulgado pela imprensa, a presente instituição, através de um artigo publicitàrio divulgado hoje nos principais veìculos de informação, teria "desligado" Geisy do seu quadro discente (leia o comunicado AQUI) por "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade".
A UNE, União Nacional dos Estudantes, através de nota oficial considerou a posição unibanista uma "violência sexista". (Leia AQUI a nota na ìntegra).
O MEC pretende apurar o fato e repudia a expulsão da jovem, alegando que “essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo” (Leia a matéria no site do G1).
Eu na minha posição de estudante mestrando e pesquisador pelas universidades de Trento na Itàlia, e Paris Descartes (Paris 5), na França, sociòlogo, jornalista e cidadão não posso aceitar a atitude indigna, preconceituosa, machista e autoritària da Uniban, e, principalmente, a postura dos colegas de Geisy, que em modo patético lotaram os corredores do prédio da "universidade", para xinga-la, desrespeita-la, insulta-la, agredi-la e violenta-la com gritos e atitudes, como por exemplo, gravar imagens através de aparatos audiovisuais.
. . .
Para quem não conhece a història da Universidade Bandeirantes de São Paulo, informo que se tornou universidade a partir do inìcio do governo de Fernando Henrique Cardozo, quando os centros universitàrios de esquina, verdadeiras empresas lucrativas, tiveram aval do então ministério da educação para se tornarem universidades. A idéia era aumentar as vagas de alunos universitàrios, democratizando o ensino superior. Bobagem! Tal fato servia ao governo no processo de privatização e prostituição da esfera pùblica, visando atrair o investimento de capital estrangeiro no paìs, seguindo as tendèncias liberais do mercado ocidental, melhorando a imagem do Brasil no exterior através de dados estatìsticos.
Em poucas palavras, a universidade hoje é praticamente uma continuação obrigatòria da escola. O diploma é necessàrio para o futuro profissional. O senso de universidade não existe e a pesquisa continua nas mãos de uma minorança. Não foi uma democratização do ensino superior, mas uma nova possibilidade ao mercado financeiro e um modo de maquiar a insuficiència do ensino fundamental no paìs.
O aluno de uma destas universidades de esquina, precisa do diploma para ter um futuro melhor. Não pode estudar numa boa escola particular e, portanto, hà menos possibilità na concorrència de uma vaga numa universidade pùblica. Decide então de matricular-se numa instituição privada, cujo os dirigentes/fundatores foram apoiadores do regime militar no Brasil. Deve pagar tanto e por isso trabalha o dia inteiro, pois o curso é noturno. Os professores não podem exigir muito, pois o coitado não tem força e tempo disponìvel para dedicar-se como poderia e deveria. Depois de quatro anos o garoto se forma, como na escola. Seguiu os cursos, fez provas, saiu com os amigos, falou de mulheres, carros e futebol, comprou um novo telefone celular, uma camisa Puma, bebeu Skol. Pronto, diplomado! Ele não é mais ou menos inteligente de um que estudou numa universidade pùblica, teve tempo para fazer pesquisa, esudar, pensar. Não é mais ou menos capaz. Não! Absolutamente. Não! O problema é que teve menos possibilidade em relação ao outro, e sem tem tempo para pensar livremente, não entende que é um produto do sistema, esfrutado pelo tal.
Toda a energia daqueles colegas de Geyse, que em modo covarde e preconceituoso a agrediram, poderia ser usada contra a pròpria instituição, solicitando à sua estatização, ou melhor ainda, a promover a ocupação do reitorado para uma auto-gestão! Enquanto isso não acontecer, a Uniban continuarà sendo uma empresa, que explora seus clientes, prostituindo o sentido de universidade, sendo uma universidade de esquina, isto é, uma Puta, sem desmerecer àquelas que dignamente o fazem por profissão.
O problema é que, segundo divulgado pela imprensa, a presente instituição, através de um artigo publicitàrio divulgado hoje nos principais veìculos de informação, teria "desligado" Geisy do seu quadro discente (leia o comunicado AQUI) por "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade".
A UNE, União Nacional dos Estudantes, através de nota oficial considerou a posição unibanista uma "violência sexista". (Leia AQUI a nota na ìntegra).
O MEC pretende apurar o fato e repudia a expulsão da jovem, alegando que “essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo” (Leia a matéria no site do G1).
Eu na minha posição de estudante mestrando e pesquisador pelas universidades de Trento na Itàlia, e Paris Descartes (Paris 5), na França, sociòlogo, jornalista e cidadão não posso aceitar a atitude indigna, preconceituosa, machista e autoritària da Uniban, e, principalmente, a postura dos colegas de Geisy, que em modo patético lotaram os corredores do prédio da "universidade", para xinga-la, desrespeita-la, insulta-la, agredi-la e violenta-la com gritos e atitudes, como por exemplo, gravar imagens através de aparatos audiovisuais.
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Para quem não conhece a història da Universidade Bandeirantes de São Paulo, informo que se tornou universidade a partir do inìcio do governo de Fernando Henrique Cardozo, quando os centros universitàrios de esquina, verdadeiras empresas lucrativas, tiveram aval do então ministério da educação para se tornarem universidades. A idéia era aumentar as vagas de alunos universitàrios, democratizando o ensino superior. Bobagem! Tal fato servia ao governo no processo de privatização e prostituição da esfera pùblica, visando atrair o investimento de capital estrangeiro no paìs, seguindo as tendèncias liberais do mercado ocidental, melhorando a imagem do Brasil no exterior através de dados estatìsticos.
Em poucas palavras, a universidade hoje é praticamente uma continuação obrigatòria da escola. O diploma é necessàrio para o futuro profissional. O senso de universidade não existe e a pesquisa continua nas mãos de uma minorança. Não foi uma democratização do ensino superior, mas uma nova possibilidade ao mercado financeiro e um modo de maquiar a insuficiència do ensino fundamental no paìs.
O aluno de uma destas universidades de esquina, precisa do diploma para ter um futuro melhor. Não pode estudar numa boa escola particular e, portanto, hà menos possibilità na concorrència de uma vaga numa universidade pùblica. Decide então de matricular-se numa instituição privada, cujo os dirigentes/fundatores foram apoiadores do regime militar no Brasil. Deve pagar tanto e por isso trabalha o dia inteiro, pois o curso é noturno. Os professores não podem exigir muito, pois o coitado não tem força e tempo disponìvel para dedicar-se como poderia e deveria. Depois de quatro anos o garoto se forma, como na escola. Seguiu os cursos, fez provas, saiu com os amigos, falou de mulheres, carros e futebol, comprou um novo telefone celular, uma camisa Puma, bebeu Skol. Pronto, diplomado! Ele não é mais ou menos inteligente de um que estudou numa universidade pùblica, teve tempo para fazer pesquisa, esudar, pensar. Não é mais ou menos capaz. Não! Absolutamente. Não! O problema é que teve menos possibilidade em relação ao outro, e sem tem tempo para pensar livremente, não entende que é um produto do sistema, esfrutado pelo tal.
Toda a energia daqueles colegas de Geyse, que em modo covarde e preconceituoso a agrediram, poderia ser usada contra a pròpria instituição, solicitando à sua estatização, ou melhor ainda, a promover a ocupação do reitorado para uma auto-gestão! Enquanto isso não acontecer, a Uniban continuarà sendo uma empresa, que explora seus clientes, prostituindo o sentido de universidade, sendo uma universidade de esquina, isto é, uma Puta, sem desmerecer àquelas que dignamente o fazem por profissão.
4 nov 2009
GOL CONTRA
No dia 26 de outubro, a médica Ana Flávia Pinto Silva teria atacado com frases racistas um funcionário do check in da Gol, no aeroporto Santa Maria, em Aracaju, estado de Sergipe. Os provàveis insultos foram registrados por uma vìdeocamera, talvez de um telefone celular, devido à péssima qualidade de imagem e audio. (VEJA O VIDEO AQUI)
Difìcil, muito difìcil acusa-la até porque não estava presente e, principalmente, não sou juiz. Do que eu vi, confesso, é assustador. Um absurdo. Seriam vàrios aspectos a serem comentados. Frases de alto teor racista existem. Assim como uma "pobrefobia", isto é quando para ofender os funcionàrios, a DOUTORA, escolhe de frases que "enaltecem" uma calsse socio-economica inferior à sua. Infeliz, como se a pobreza fosse um defeito. "Morto de fome [...] Não tem onde cair morto. Não tem dinheiro para comprar um prato de feijão. Cachorro. NEGO (sic)", foram algumas de suas "pérolas".
Além disso tudo, que jà seria muito grave, ela invadiu a àrea de check in do aeroporto. Aqui na Europa poderia até ser considerado um ato terrorista.
Tudo começou porque teria perdido seu vòo de lua-de-mel à Buenos Aires. Obviamente não é uma situação agradàvel. Talvez o funcionàrio tenha errado, talvez não. No vìdeo ela disse que chegou 15 minutos antes. Precisa saber antes de que? Do fechamento do check in ou do vòo? Se da primeira opção, ela teria razão de reclamar junto à empresa. Se ao invés é a segunda, a então recém casada deveria saber que existem regras a serem seguidas, para à sua pròpria segurança e aos demais (sem bem que aparentemente ela não seja uma que se preocupe tanto com o pròximo. Espero que sua especialização não seja oculista, pois além do seu umbigo nada enxerga), sem contar o crònico problema do espaço aéreo brasileiro. Pouco tempo faz existia uma forte crise no setor. O "jeitinho brasileiro", no aeroporto não pode existir.
Independente porém do culpado ou culpada, NADA justifica sua atitude. Nada. Pode se explicar como quiser, dizendo que estava nervosa, deprimida, etc (leia AQUI seu pedido de desculpas). Não justifica e, na minha opinião, deve ser processada e julgada, pela justiça comum e também pela ordem dos médicos. Repito, que apesar do seu pùblico pedido de desculpas, com uma dose de sentimentalismo, sua atitude não pode ser justificada. Uma agressão. Um ato violento contra o jovem Diego José Gonzaga, que não o conheço, mas conselhar-lhe-ia de não amolecer e não retirar a denùncia contra crimes raciais.
A médica mostrou-se ser uma pessoa cafona, baixa, sem educação.
Espero que a Gol Transportes Aéreos se pronuncie a respeito, repudiando à atitude da cliente, solidària ao seu funcionàrio. Ao contràrio, a omissão da companhia poderia ser interpretada como uma atitude de mercado, preterindo uma pessoa ao lucro, um gol contra!
3 nov 2009
MALDITA CATARINA
Começo com um longo nariz-de-cera, pròprio porque o argumento a ser tratado é muito, muito triste.
O estado de Santa Catarina é ou poderia ser um territòrio paradisiaco. A sua costa està entre uma das mais charmosas do Brasil. A situação socio-polìtica porém é uma das piores de todas as unidades da federação. A maioria dos rios são poluìdos e jà praticamente comprometidos pela produção de carne, seja pela pecuària, como pela cultivação de milho para alimentação suina. Se passamos à questão racial, mais problemas. O racismo existe e é notàvel entre os catarinenses, incluindo alguns jovens, borgueses e estudantes que conheci na Itàlia e na França.
Não poderia deixar de citar a precariedade do saneamento bàsico no estado, uma questão crònica, que deveria ter sido tratada no final do século XIX, e apenas agora o governo resolve tomar algumas medidas.
O poder executivo catarinense do final da ditadur militar até hoje foi e é representado principalmente por: Esperidião Amim (PDS - partido que depois se transformou em PP e agora é o atual DEM), de 1983-1986 e de de 1999-2002. Praticamente a continuação do regime ditador. Pedro Ivo (PMDB - partido que apesar de ter feito oposição à ditadura, foi responsàvel pela introdução do sistema neoliberal no paìs, fechando os olhos à educação , à saùde, à reforma agrària e à segurança), de 1987-1990 (quando faleceu). Vilson Kleinubing, PFL (partido liberal, de direita), de 1991-1994. Paulo Afonso Vieira (PMDB, 1995-1998), e o atual LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA, desde 2003, da coligaçào PMDB/PSDB.
Luiz Henrique foi membro do DOPS (Departamento de Ordem Polìtica e Social) durante o Regime Militar no Brasil, denunciando os opositores à ditadura.
O DOPS, entre outras coisas, é conhecido pelo o uso da tortura como métodos de investigação e punição .
Depois desta longa introdução posso finalmente escrever sobre o argumento que me faz abdicar-me dos meus trabalhos acadèmicos pelo dever de manifestar-me como cidadão, jornalista, sociòlogo e, acima de tudo, ser humano contra o ocorrido na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina.
Imagens gravadas com uma vìdeocamera, mostram alguns detentos sendo torturados por agentes penitenciàrios num banheiro do complexo. Suas mãos estavam algemadas. Numa das cenas, depois de momentos de extrema violència, um condenado tem sua cabeça introduzida na privada. Uma cena absurda (veja o artigo e o vìdeo AQUI)
Conforme o segundo paràgrafo do artigo 2 da Convenção das Nações Unidas em Genebra, Suiça, em 1987, contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, Ddsumanos ou degradantes, a tortura não pode ser jamais justificada, independente do caso.
Na matéria exibida pelo Fantàstico, no ùltimo domingo (1/11/2009), o governador Silveira diz que os agentes serão afastados. Sò afastados! Serà porque como ex membro do DOPS, as imagens não são assim graves ao irresponsàvel chefe de estado de Santa Catarina? Como assim AFASTADOS? Os agentes devem ser julgados e responderem pelos crimes de abuso de poder, tortura, agressão, tentativa de homicìdio, formação de quadrilha, dentre outros.
Um artigo do jornal O Globo diz que UM agente foi afastado. Um agente! Era um grupo dentro daquele banheiro.
E a postura da mìdia? Vergonhosa. O Fantàstico, que é uma revista semanal, com mais cara de entretenimento que jornalismo (creio que o programa seja diviso entre a Central Globo de Jornalismo e a Central Globo de Produçòes), foi quem denunciou o fato. E os outros jornais? A passear por alguns quotidianos brasileiros não encontrei nada, além, é claro dos jornais locais, de um fato que deveria ser capa de todos os veìculos mediàticos. O jornal O Globo, um dos poucos de abrangència nacional a comentar o caso, foi suave no olho da notìcia: "Maus Tratos".
Recentemente na Itàlia, um jovem morreu na prisão supostamente vìtima de tortura. A repercussão midiàtica foi intensa, apesar de, na minha opinião, não ter sido suficiente e não resolver o caso (Uma vergonha também por parte do governo italiano). Stefano Cucchi, 31 anos, morto na penitenciària de Roma enquanto esperava o julgamento por porte de droga. A famìlia de Stefano que aguardava suas notìcias por parte dos Carabinieri, recebe o comunicado que o filho é morto! Independente do descaso do governo Berlusconi, mas a mìdia, pelo menos, dà mais importància.
O ocorrido em Santa Catarina, não é uma novidade. A tortura no Brasil existe e os métodos usados na prisão de Guantánamo parecem ser leves em comparação às prisòes governadas de um ex membro do DOPS.
O estado de Santa Catarina é ou poderia ser um territòrio paradisiaco. A sua costa està entre uma das mais charmosas do Brasil. A situação socio-polìtica porém é uma das piores de todas as unidades da federação. A maioria dos rios são poluìdos e jà praticamente comprometidos pela produção de carne, seja pela pecuària, como pela cultivação de milho para alimentação suina. Se passamos à questão racial, mais problemas. O racismo existe e é notàvel entre os catarinenses, incluindo alguns jovens, borgueses e estudantes que conheci na Itàlia e na França.
Não poderia deixar de citar a precariedade do saneamento bàsico no estado, uma questão crònica, que deveria ter sido tratada no final do século XIX, e apenas agora o governo resolve tomar algumas medidas.
O poder executivo catarinense do final da ditadur militar até hoje foi e é representado principalmente por: Esperidião Amim (PDS - partido que depois se transformou em PP e agora é o atual DEM), de 1983-1986 e de de 1999-2002. Praticamente a continuação do regime ditador. Pedro Ivo (PMDB - partido que apesar de ter feito oposição à ditadura, foi responsàvel pela introdução do sistema neoliberal no paìs, fechando os olhos à educação , à saùde, à reforma agrària e à segurança), de 1987-1990 (quando faleceu). Vilson Kleinubing, PFL (partido liberal, de direita), de 1991-1994. Paulo Afonso Vieira (PMDB, 1995-1998), e o atual LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA, desde 2003, da coligaçào PMDB/PSDB.
Luiz Henrique foi membro do DOPS (Departamento de Ordem Polìtica e Social) durante o Regime Militar no Brasil, denunciando os opositores à ditadura.
O DOPS, entre outras coisas, é conhecido pelo o uso da tortura como métodos de investigação e punição .
Depois desta longa introdução posso finalmente escrever sobre o argumento que me faz abdicar-me dos meus trabalhos acadèmicos pelo dever de manifestar-me como cidadão, jornalista, sociòlogo e, acima de tudo, ser humano contra o ocorrido na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina.
Imagens gravadas com uma vìdeocamera, mostram alguns detentos sendo torturados por agentes penitenciàrios num banheiro do complexo. Suas mãos estavam algemadas. Numa das cenas, depois de momentos de extrema violència, um condenado tem sua cabeça introduzida na privada. Uma cena absurda (veja o artigo e o vìdeo AQUI)
Conforme o segundo paràgrafo do artigo 2 da Convenção das Nações Unidas em Genebra, Suiça, em 1987, contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, Ddsumanos ou degradantes, a tortura não pode ser jamais justificada, independente do caso.
Na matéria exibida pelo Fantàstico, no ùltimo domingo (1/11/2009), o governador Silveira diz que os agentes serão afastados. Sò afastados! Serà porque como ex membro do DOPS, as imagens não são assim graves ao irresponsàvel chefe de estado de Santa Catarina? Como assim AFASTADOS? Os agentes devem ser julgados e responderem pelos crimes de abuso de poder, tortura, agressão, tentativa de homicìdio, formação de quadrilha, dentre outros.
Um artigo do jornal O Globo diz que UM agente foi afastado. Um agente! Era um grupo dentro daquele banheiro.
E a postura da mìdia? Vergonhosa. O Fantàstico, que é uma revista semanal, com mais cara de entretenimento que jornalismo (creio que o programa seja diviso entre a Central Globo de Jornalismo e a Central Globo de Produçòes), foi quem denunciou o fato. E os outros jornais? A passear por alguns quotidianos brasileiros não encontrei nada, além, é claro dos jornais locais, de um fato que deveria ser capa de todos os veìculos mediàticos. O jornal O Globo, um dos poucos de abrangència nacional a comentar o caso, foi suave no olho da notìcia: "Maus Tratos".
Recentemente na Itàlia, um jovem morreu na prisão supostamente vìtima de tortura. A repercussão midiàtica foi intensa, apesar de, na minha opinião, não ter sido suficiente e não resolver o caso (Uma vergonha também por parte do governo italiano). Stefano Cucchi, 31 anos, morto na penitenciària de Roma enquanto esperava o julgamento por porte de droga. A famìlia de Stefano que aguardava suas notìcias por parte dos Carabinieri, recebe o comunicado que o filho é morto! Independente do descaso do governo Berlusconi, mas a mìdia, pelo menos, dà mais importància.
O ocorrido em Santa Catarina, não é uma novidade. A tortura no Brasil existe e os métodos usados na prisão de Guantánamo parecem ser leves em comparação às prisòes governadas de um ex membro do DOPS.
29 ott 2009
A PUTA UNIBAN
http://www.youtube.com/watch?v=KGxQ8XtXpaQ&feature=related
Lamentàvel, triste este vìdeo (clique aqui) que mostra uma estudante da Universidade Bandeirante de Sào Bernardo do Campo-SP, humilhada ao sair escoltada do campus pela Polìcia Militar, aos gritos de "Puta", porque, segundo reportagem publicada pelo site G1 da Globo, teria ido à aula com um vestido curto.
Eu nào posso acreditar que numa universidade um fato como esse possa acontecer. Alunos que se rebelam porque uma colega teria se vestido em modo "ousado". Um regresso à idade média? Nào, infelizmente esta nào pode ser a justificativa. Seria mais fàcil entender. O problema é muito pior. Estamos praticamente à porta de 2010, numa metròpole cosmopolita como Sào Pauo, dentro de um campus de uma "universidade". Sim, coloco entre aspas porque a Uniban, assim como muitas outras privadas (ou aquilo que fisiologicamente depositamos nas privadas todos os dias) sào exemplos da péssima condiçào do ensino superior brasileiro e a precariedade total no sistema de educaçào nacional, principalmente no estado paulista. Universidades de esquinas, isto é, PUTAS. Bom, talvez eu possa ser otimista, acreditando que os "estudantes" gritavam Puta Puta à instituiçào e nào à garota.
E mesmo se a tal protagonista fosse uma prostituta, qual seria o problema? Deveria ser condenada? Imagino que se uma prostituta entrasse na Uniban seria apedrejada. Atençào, nào estou contando a història de Maria Madalena que, entre outras coisas, era puta de verdade e, junto com Maria, màe de Jesus, e a outra Maria, irmà de Marta, esteve fiel ao Cristo até a morte, diferente dos apòstolos, que covardemente escaparam ou trocaram o mestre por qualquer moeda de prata. Naquele caso a tal puta, que era realmente, e sofreu por ser, que é menos pior que sofrer e nào ser, foi mais leal, mais confiàvel que todos os demais. Mas nào, nào escrevo a història de Madalena, estou a contar a història de uma estudante universitària, que provavelmente trabalha dignamente de dia, pois estuda a noite, para pagar os estudos. Talvez porque nào teve o privilégio de frequentar uma boa escola particular ou um cursinho, por isso com chances mìnimas de concorrer à uma vaga numa universidade pùblica, onde paradoxalmente estudam aqueles que podem ser sustentados pelos pais e màes. Ela deve ter ao màximo 22 anos, por isso é fruto do governo paulista que destròi a educaçào elemnetar pùblica desde 1982 (Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckimin e Serra). Deve trabalhar e pagar seus estudos.
A culpa portanto é sua de ser chamada PUTA? Por que a menina usava um vestido "ousado"? NAO, a culpa é sua porque deve (entào os culpados sào aqueles que a "obrigam a") frequentar uma universidade de esquina, uma empresa como outras, que explora a mediocridade educacional brasileira e, acima de tudo, paulista.
Perdào pelos erros e pelos caractéres estranhos. Uso um teclado italiano, dentro de uma universidade francesa (Paris V - Réne Descartes), enquanto estudo o livro CAPITALISME ET PULSION DE MORT, de GILLES DOSTALER ET BERNARD MARIS.
Um forte abraço. Jota diretamente de Paris, mas com o coraçào no Brasil, e por isso indignado!
Eu nào posso acreditar que numa universidade um fato como esse possa acontecer. Alunos que se rebelam porque uma colega teria se vestido em modo "ousado". Um regresso à idade média? Nào, infelizmente esta nào pode ser a justificativa. Seria mais fàcil entender. O problema é muito pior. Estamos praticamente à porta de 2010, numa metròpole cosmopolita como Sào Pauo, dentro de um campus de uma "universidade". Sim, coloco entre aspas porque a Uniban, assim como muitas outras privadas (ou aquilo que fisiologicamente depositamos nas privadas todos os dias) sào exemplos da péssima condiçào do ensino superior brasileiro e a precariedade total no sistema de educaçào nacional, principalmente no estado paulista. Universidades de esquinas, isto é, PUTAS. Bom, talvez eu possa ser otimista, acreditando que os "estudantes" gritavam Puta Puta à instituiçào e nào à garota.
E mesmo se a tal protagonista fosse uma prostituta, qual seria o problema? Deveria ser condenada? Imagino que se uma prostituta entrasse na Uniban seria apedrejada. Atençào, nào estou contando a història de Maria Madalena que, entre outras coisas, era puta de verdade e, junto com Maria, màe de Jesus, e a outra Maria, irmà de Marta, esteve fiel ao Cristo até a morte, diferente dos apòstolos, que covardemente escaparam ou trocaram o mestre por qualquer moeda de prata. Naquele caso a tal puta, que era realmente, e sofreu por ser, que é menos pior que sofrer e nào ser, foi mais leal, mais confiàvel que todos os demais. Mas nào, nào escrevo a història de Madalena, estou a contar a història de uma estudante universitària, que provavelmente trabalha dignamente de dia, pois estuda a noite, para pagar os estudos. Talvez porque nào teve o privilégio de frequentar uma boa escola particular ou um cursinho, por isso com chances mìnimas de concorrer à uma vaga numa universidade pùblica, onde paradoxalmente estudam aqueles que podem ser sustentados pelos pais e màes. Ela deve ter ao màximo 22 anos, por isso é fruto do governo paulista que destròi a educaçào elemnetar pùblica desde 1982 (Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckimin e Serra). Deve trabalhar e pagar seus estudos.
A culpa portanto é sua de ser chamada PUTA? Por que a menina usava um vestido "ousado"? NAO, a culpa é sua porque deve (entào os culpados sào aqueles que a "obrigam a") frequentar uma universidade de esquina, uma empresa como outras, que explora a mediocridade educacional brasileira e, acima de tudo, paulista.
Perdào pelos erros e pelos caractéres estranhos. Uso um teclado italiano, dentro de uma universidade francesa (Paris V - Réne Descartes), enquanto estudo o livro CAPITALISME ET PULSION DE MORT, de GILLES DOSTALER ET BERNARD MARIS.
Um forte abraço. Jota diretamente de Paris, mas com o coraçào no Brasil, e por isso indignado!
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28 set 2009
TV DE ELITE!
Acompanhar as notìcias do Brasil da Itàlia ou da França oferece uma vantagem e um problema. Começo pelo segundo. Nào vivendo a quotidiano e poluindo-me com as notìcias que leio ou assisto, percebo que começo a desenvolver uma fobia do medo, como se fosse impossìvel sair pelas ruas de Sampa ou do Rio tranquilamente. A imprensa brasileira é a grande difusora do medo. Dois exemplos simples: 1- o medo dos comunistas nos primeiros anos do Regime Militar. Alguns pais acreditavam e diziam aos filhos que os comunistas comem criança; 2- , mais recente, a preocupaçào com o vìrus N1H1.
A vantagem é que longìnquo hei a capacidade de analisar melhor as artimanhas do quarto poder. Leio frquentemente o G1, site de notìcias do grupo O Globo, feito com muita qualidade e muito atualizado, com acessos a um bom material audiovisual, e o site do Estadào, que apesar de defender uma ideologia polìtica MUITO diferente da minha, é aquele escrito melhor, com bons artigos. Obviamente procuro ler outras coisas, mas sào estes que abro todas as manhàs quando acordo.
Depois, lendo alguns blogs de brasileiros ou conversando com amigos que estào no Brasil e turistas que vem à Europa, posso entender que a princiapal fonte de notìcia é a Globo. Quase todos repetem aquilo que jà sei e defendem os memos conceitos do grupo fundado por Roberto Marinho. Um fato que muito preocupa.
A TV Globo é um colosso. Tenhos amigos e colegas que là trabalham. Sào muito capacitados e profissionais. E convivem com uma estrutura profissional que pouquìssimos no mundo da TV possuem. A Globo invente muito em tecnologia. Tudo funciona muito bem, da iluminaçào à maquiagem dos apresentadores de jornais. Um time afinado e qualificado. O resultado é percebido também na casa de cada um, portando credibilidade. Aì mora o perigo, pois torna-se a principal fonte de informaçào do paìs. A història, desde 1965, ano do nascimento da TV Globo, um ano depois do Golpe contra o governo de Joào Goulart, financiado do grupo americano Time Life, o que na época era proibido pela constituiçào, comprova tal fato: O apoio dos brasileiros à Ditadura, a eleiçào de Collor, de FHC, de Lula; os ataques contra o governo Lula; o domìnio do PSDB (antes uma facçào do PMDB) em terras paulistas e paulistanas, etc.
Se uma pessoa nào é bastante crìtica em relaçào à TV Globo, pode entrar num mundo irreal, inventado para suportar interesses de uma minoria da populaçào, a qual, provavelmente, nào faça parte, isto é apoia a pròpria destruiçào.
Minha reflexào acima é apenas para comentar uma matéria exibida ontem pelo Fantàstico (uma revista semanal que é uma mistura de jornalismo e espetàculo, ou seja, pseudojornalismo):
A vantagem é que longìnquo hei a capacidade de analisar melhor as artimanhas do quarto poder. Leio frquentemente o G1, site de notìcias do grupo O Globo, feito com muita qualidade e muito atualizado, com acessos a um bom material audiovisual, e o site do Estadào, que apesar de defender uma ideologia polìtica MUITO diferente da minha, é aquele escrito melhor, com bons artigos. Obviamente procuro ler outras coisas, mas sào estes que abro todas as manhàs quando acordo.
Depois, lendo alguns blogs de brasileiros ou conversando com amigos que estào no Brasil e turistas que vem à Europa, posso entender que a princiapal fonte de notìcia é a Globo. Quase todos repetem aquilo que jà sei e defendem os memos conceitos do grupo fundado por Roberto Marinho. Um fato que muito preocupa.
A TV Globo é um colosso. Tenhos amigos e colegas que là trabalham. Sào muito capacitados e profissionais. E convivem com uma estrutura profissional que pouquìssimos no mundo da TV possuem. A Globo invente muito em tecnologia. Tudo funciona muito bem, da iluminaçào à maquiagem dos apresentadores de jornais. Um time afinado e qualificado. O resultado é percebido também na casa de cada um, portando credibilidade. Aì mora o perigo, pois torna-se a principal fonte de informaçào do paìs. A història, desde 1965, ano do nascimento da TV Globo, um ano depois do Golpe contra o governo de Joào Goulart, financiado do grupo americano Time Life, o que na época era proibido pela constituiçào, comprova tal fato: O apoio dos brasileiros à Ditadura, a eleiçào de Collor, de FHC, de Lula; os ataques contra o governo Lula; o domìnio do PSDB (antes uma facçào do PMDB) em terras paulistas e paulistanas, etc.
Se uma pessoa nào é bastante crìtica em relaçào à TV Globo, pode entrar num mundo irreal, inventado para suportar interesses de uma minoria da populaçào, a qual, provavelmente, nào faça parte, isto é apoia a pròpria destruiçào.
Minha reflexào acima é apenas para comentar uma matéria exibida ontem pelo Fantàstico (uma revista semanal que é uma mistura de jornalismo e espetàculo, ou seja, pseudojornalismo):
Atiradores de elite enfrentam treinamento intensivo de no mínimo 5 anos
Os policiais do BOPE sào quase heròis nacionais. Para quem duvida, basta entender como foi recebido o filme de José Padilha, TROPA DE ELITE. Aquilo que deveria ser uma crìtica ao tal Batalhào de Operaçòes Policiais Especiais e ao sistema de segurança do Rio de Janeiro, tranformo-os em heròis nacionais, os Rambos brasileiros (jà é uma coisa anormal considerar um personagem como aquele interpretado por Sylvester Stallone um heròi!), os salvadores da pàtria, o combate à criminalidade e ao medo descritos acima.
A matéria do Fantàstico evidencia isto. Um nojo. Entre outras coisas, no vìdeo, quando mostram o treinamento dos atiradores de elite e para a Elite, num dos alvos mostra as imagens de um vilào, malvado, criminoso ao lado de uma possìvel refém. O primeiro, alvo dos especialistas caçadores de gente, é negro, enquanto a pobre vìtima, é uma branca indefesa. RACISMO!
Depois mostra a açào policial verdadeira, quando um atirador assassina um possìvel criminoso com um tiro certeiro na cabeça. Tudo isso com muita tranquilidade, como num filme de Holywood. E depois a repòrter passeia com o policial assassino, que exlica a açào com muita naturalidade.
A violència é um problema social do Brasil e deve ser resolvido. Como? Nào poderia ousar uma discussào como esta aqui neste blog, porém, na minha opiniào, nào é investindo em armas, na polìcia, mas em outras coisas, como educaçào e saùde, por exemplo.
Proponho-vos uma bibliografia:
- JORNALISMO CANALHA A PROMISCUA RELACAO ENTRE A MIDIA E O PODER , O . José Arbex JR
- Vigiar e Punir - Historia da Violencia nas Prisões - Michel Foucault
- Muito Alem do Jardim Botanico - Silva, Carlos
A matéria do Fantàstico evidencia isto. Um nojo. Entre outras coisas, no vìdeo, quando mostram o treinamento dos atiradores de elite e para a Elite, num dos alvos mostra as imagens de um vilào, malvado, criminoso ao lado de uma possìvel refém. O primeiro, alvo dos especialistas caçadores de gente, é negro, enquanto a pobre vìtima, é uma branca indefesa. RACISMO!
Depois mostra a açào policial verdadeira, quando um atirador assassina um possìvel criminoso com um tiro certeiro na cabeça. Tudo isso com muita tranquilidade, como num filme de Holywood. E depois a repòrter passeia com o policial assassino, que exlica a açào com muita naturalidade.
A violència é um problema social do Brasil e deve ser resolvido. Como? Nào poderia ousar uma discussào como esta aqui neste blog, porém, na minha opiniào, nào é investindo em armas, na polìcia, mas em outras coisas, como educaçào e saùde, por exemplo.
Proponho-vos uma bibliografia:
- JORNALISMO CANALHA A PROMISCUA RELACAO ENTRE A MIDIA E O PODER , O . José Arbex JR
- Vigiar e Punir - Historia da Violencia nas Prisões - Michel Foucault
- Muito Alem do Jardim Botanico - Silva, Carlos
30 mag 2009
Polìcia Assassina
Caro leitor, bela leitora,
Nesta manhà a Paris, quando abro o site do G1 para ler as notìcias do meu Brasil Brasile amado, encontro esta matéria: Imagens mostram presos sendo torturados em MG (link aqui). O que pensar, quem criticar, o que dizer?Tanto, nada!
A instituiçào POLìCIA é falida em todo o mundo. Aqui na Europa os policiais abusam do poder, mas nada comparado às tais cenas mostradas no vìdeo relacionado. E aqueles animais fardados que procuravam celulares através de tortura foram somente afastados do posto de trabalho, junto com o diretor da prisào, que passivamente, e por isso cumplice (e talvez o mandante), assistia a violència.
Por que pessoas como aquelas nào podem ser julgadas por um tribunal civil, popular, com a acusaçào de tortura, ato violento, abuso de poder e autoridade, e outras coisas que qualquer promotor pùblico poderia levantar? Por que o nome daqueles indivìduos nocivos à sociedade nào sào divulgados, como adoram fazer os jornais em caso de crime cometido por moradores de uma favela, por exemplo?
Por que?
Termino com duas frases gritadas continuamente contra a Polìcia em Paris, que também é violenta, mas incomparàvel com a brasileira, a tropa de elite!
"police partout, justice nulle part"
"Flics, Porcs, Assassins"
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