04 nov 2009

GOL CONTRA


No dia 26 de outubro, a médica Ana Flávia Pinto Silva teria atacado com frases racistas um funcionário do check in da Gol, no aeroporto Santa Maria, em Aracaju, estado de Sergipe. Os provàveis insultos foram registrados por uma vìdeocamera, talvez de um telefone celular, devido à péssima qualidade de imagem e audio. (VEJA O VIDEO AQUI)

Difìcil, muito difìcil acusa-la até porque não estava presente e, principalmente, não sou juiz. Do que eu vi, confesso, é assustador. Um absurdo. Seriam vàrios aspectos a serem comentados. Frases de alto teor racista existem. Assim como uma "pobrefobia", isto é quando para ofender os funcionàrios, a DOUTORA, escolhe de frases que "enaltecem" uma calsse socio-economica inferior à sua. Infeliz, como se a pobreza fosse um defeito. "Morto de fome [...] Não tem onde cair morto. Não tem dinheiro para comprar um prato de feijão. Cachorro. NEGO (sic)", foram algumas de suas "pérolas".

Além disso tudo, que jà seria muito grave, ela invadiu a àrea de check in do aeroporto. Aqui na Europa poderia até ser considerado um ato terrorista.

Tudo começou porque teria perdido seu vòo de lua-de-mel à Buenos Aires. Obviamente não é uma situação agradàvel. Talvez o funcionàrio tenha errado, talvez não. No vìdeo ela disse que chegou 15 minutos antes. Precisa saber antes de que? Do fechamento do check in ou do vòo? Se da primeira opção, ela teria razão de reclamar junto à empresa. Se ao invés é a segunda, a então recém casada deveria saber que existem regras a serem seguidas, para à sua pròpria segurança e aos demais (sem bem que aparentemente ela não seja uma que se preocupe tanto com o pròximo. Espero que sua especialização não seja oculista, pois além do seu umbigo nada enxerga), sem contar o crònico problema do espaço aéreo brasileiro. Pouco tempo faz existia uma forte crise no setor. O "jeitinho brasileiro", no aeroporto não pode existir.

Independente porém do culpado ou culpada, NADA justifica sua atitude. Nada. Pode se explicar como quiser, dizendo que estava nervosa, deprimida, etc (leia AQUI seu pedido de desculpas). Não justifica e, na minha opinião, deve ser processada e julgada, pela justiça comum e também pela ordem dos médicos. Repito, que apesar do seu pùblico pedido de desculpas, com uma dose de sentimentalismo, sua atitude não pode ser justificada. Uma agressão. Um ato violento contra o jovem Diego José Gonzaga, que não o conheço, mas conselhar-lhe-ia de não amolecer e não retirar a denùncia contra crimes raciais.

A médica mostrou-se ser uma pessoa cafona, baixa, sem educação.

Espero que a Gol Transportes Aéreos se pronuncie a respeito, repudiando à atitude da cliente, solidària ao seu funcionàrio. Ao contràrio, a omissão da companhia poderia ser interpretada como uma atitude de mercado, preterindo uma pessoa ao lucro, um gol contra!

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